
Os nossos dias, meses e anos passam, nascem e morrem, como estações em que o comboio passa sem parar. Como se tivéssemos uma vida possível, mas que não chegamos a realizar. Com pressa de chegar a um lado qualquer que não existe, ou então a fugir, com medo daquele silêncio que nos empurra para diante de nós mesmos, onde, olhos nos olhos, não podemos mentir.
~ José Luís Nunes Martins
|Resende, Portugal|