Passam os anos e o que resta deles?
Vivências. Sim.
Restam as marcas de que estivemos aqui, de que habitámos estações diferentes com a mesma mansidão ou o mesmo furor, de que tentámos sobreviver ao amor, ao desamparo e à morte com tudo o que tínhamos à mão, de que partilhamos, de que cremos e negámos coisas diferentes e até a mesma coisa, de que coexistimos nos nossos encontros e na nossa irredutível solidão. Restam de nós vestígios, documentos de vários tipos, pegadas. Restam o pó e o silêncio dos ossos.
~ José Tolentino Mendonça

|São Martinho do Porto > Foz do Arelho, Portugal|

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